2.9.05
31.8.05
29.8.05
Itinerante.
Arrepiante. Impressionante. Distante.
Adiante.
Constante. Inconstante. Sufocante. Brilhante.
Gigante. Sussurante. Rastejante. Cintilante. Importante. Irritante.
Amante.
Ignorante. Dante. Farsante.
Borbulhante. Frustrante.
O mastigar das palavras tira-lhes o sentido.
Faz de conta que escrevi alguma coisa inteligente.
Adiante.
Constante. Inconstante. Sufocante. Brilhante.
Gigante. Sussurante. Rastejante. Cintilante. Importante. Irritante.
Amante.
Ignorante. Dante. Farsante.
Borbulhante. Frustrante.
O mastigar das palavras tira-lhes o sentido.
Faz de conta que escrevi alguma coisa inteligente.
28.8.05
8.8.05
Conheci uma menina (VI)
..E depois de tudo o que rimos, deixo-me adormecer ao teu lado. Aninhas-te na minha curva da cintura e passo-te os dedos no cabelo, a pentear-te.
A Vera passou aqui em casa hoje cedo. Vinha tão feliz que não tive coragem nem descaramento de lhe falar sobre o que sentia. Até porque não entenderia. De qualquer forma, seria uma boa ouvinte. Sabe ouvir, aquela miúda. Abre os olhos verdes, fixa-os nos meus, e fica assim. Fala só de vez em quando, quando lhe peço opinião.
Disse-me que era maluca por gelatina de morango e fiz-lhe a vontade. Saímos de casa de mãos dadas. Ela, pequenina, de vestido branco, com uns óculos de sol amarelos. Eu, maior, perdida de mim e achada nela. Fomos de mão dada ao super-mercado comprar gelatina. A Verinha quis voltar para casa logo que pagámos a nossa sobremesa; e atravessámos a rua a correr. Como duas doidas. Contou-me que vira o Filipe na praia e que estiveram a brincar juntos. Estava radiante, os olhos quase a saltar das órbitas. Fiquei deliciada.
Preparámos tudo e quando a Vera decidiu que a gelatina devia ser virada como as panquecas, escancarámos o riso ao pensar em quantos pedaços a nossa sobremesa estaria dividida por toda a cozinha.
Tomámos banho de mangueira na varanda das traseiras, jogámos na minha velhinha Mega Drive e ficámos a cantarolar a música que acompanhava o Sonic.
Mostrei-lhe uns cd's. Feist, Jamie Cullum, John Lennon. Morreu de amores pela Imagine, e adormecemos a cantar Imagine all the people..living for today..
A voz, não é de certeza o seu ponto mais forte. Desafina, a minha pequenina.
Mas nem o John Lennon alguma vez cantou tão bem.
A Vera passou aqui em casa hoje cedo. Vinha tão feliz que não tive coragem nem descaramento de lhe falar sobre o que sentia. Até porque não entenderia. De qualquer forma, seria uma boa ouvinte. Sabe ouvir, aquela miúda. Abre os olhos verdes, fixa-os nos meus, e fica assim. Fala só de vez em quando, quando lhe peço opinião.
Disse-me que era maluca por gelatina de morango e fiz-lhe a vontade. Saímos de casa de mãos dadas. Ela, pequenina, de vestido branco, com uns óculos de sol amarelos. Eu, maior, perdida de mim e achada nela. Fomos de mão dada ao super-mercado comprar gelatina. A Verinha quis voltar para casa logo que pagámos a nossa sobremesa; e atravessámos a rua a correr. Como duas doidas. Contou-me que vira o Filipe na praia e que estiveram a brincar juntos. Estava radiante, os olhos quase a saltar das órbitas. Fiquei deliciada.
Preparámos tudo e quando a Vera decidiu que a gelatina devia ser virada como as panquecas, escancarámos o riso ao pensar em quantos pedaços a nossa sobremesa estaria dividida por toda a cozinha.
Tomámos banho de mangueira na varanda das traseiras, jogámos na minha velhinha Mega Drive e ficámos a cantarolar a música que acompanhava o Sonic.
Mostrei-lhe uns cd's. Feist, Jamie Cullum, John Lennon. Morreu de amores pela Imagine, e adormecemos a cantar Imagine all the people..living for today..
A voz, não é de certeza o seu ponto mais forte. Desafina, a minha pequenina.
Mas nem o John Lennon alguma vez cantou tão bem.
30.7.05
Conheci uma menina (V)
Nunca a tinha visto assim. Encontrei-a no jardim ao lado da escola. Estava suja dos pés à cabeça pequenina. O vestido outrora branco com uma mancha de gelado, quase puído. Os caracóis sem o brilho habitual daquele cabelo escuro. Tudo ao contrário.
Sentámo-nos na relva áspera e desejei mais que tudo naquela altura que a seca fosse uma miragem. A relva estaria macia. Viva.
A Vera começou a contar-me, antes de lhe perguntar o que quer que fosse, que perdera 3 botões do vestido e que a mãe lhe dissera com uma expressão severa, ironicamente falsa, que não havia problema. Sentira-se, então, culpada.
Fiquei na dúvida daquilo que eu própria sentia. Senti a estupidez toda e o absurdo de não ser eu a mãe daquela Vera. Que me caíra na vida com o mesmo impacto de um meteorito e o encaixe de água entre areia. Mas sabia que não gostava de miúdos. Toda a vida o dissera.
Disse-lhe: "Oh Verinha, não sejas tola. Vamos comprar um vestido. Branco, pode ser? Nunca te vi de branco."
E depois quase morri de espanto quando a Vera me respondeu: "Adoro a tua imperfeição."
Sentámo-nos na relva áspera e desejei mais que tudo naquela altura que a seca fosse uma miragem. A relva estaria macia. Viva.
A Vera começou a contar-me, antes de lhe perguntar o que quer que fosse, que perdera 3 botões do vestido e que a mãe lhe dissera com uma expressão severa, ironicamente falsa, que não havia problema. Sentira-se, então, culpada.
Fiquei na dúvida daquilo que eu própria sentia. Senti a estupidez toda e o absurdo de não ser eu a mãe daquela Vera. Que me caíra na vida com o mesmo impacto de um meteorito e o encaixe de água entre areia. Mas sabia que não gostava de miúdos. Toda a vida o dissera.
Disse-lhe: "Oh Verinha, não sejas tola. Vamos comprar um vestido. Branco, pode ser? Nunca te vi de branco."
E depois quase morri de espanto quando a Vera me respondeu: "Adoro a tua imperfeição."
25.7.05
Sina
Esperam-me 3 dias a ver bifas de banhas à mostra, holandeses bêbedos, ingleses bêbedos e bifas de banhas à mostra.
É óbvio eu sei.
Algarve here we (hic!) go. (hic!).
É óbvio eu sei.
Algarve here we (hic!) go. (hic!).
24.7.05
22.7.05
Conheci uma menina (IV)
Encontrei a Vera na rua. Ia sozinha. Correu para mim quando me viu. Devíamos estar a uns 100 metros. Tropeçou nas pedras irregulares do passeio, caiu e esfolou os dois joelhos. Sangrou imenso e eu dei-lhe lenços para estancar a ferida.
Fomos comer um gelado, talvez a acalmasse. Está de férias faz tempo e não tem andado feliz, faz tempo também. Trouxe-lhe um Corneto Soft de Avelã e sentámo-nos. A Vera continuava a tremer e estava visivelmente nervosa. Soltou o corneto das mãozinhas quentes e pequenas deixando-o aterrar no vestido branco. Fomos embora..
Dei-lhe um abraço apertado, não sufocante. Expliquei-lhe que não fazia mal e que estas coisas acontecem de vez em quando. E fui ficando com a camisa encharcada do seu abraço.
Então a minha Verinha explodiu. Gritou-me que era uma desastrada, que não podia fazer nada como os amigos, que estragava tudo aquilo em que mexia. Tinham tanto medo aqueles olhos.
Sorri-lhe, achei piada.
Não estava a rir-me dela, estava a rir-me com ela. No choro dela. Estava a rir naquele choro. Partilhámos a mesma alma durante 3 segundos.
E proferi finalmente: "Vera tu não podes ser diferente de mim. Está em ti.".
Fomos comer um gelado, talvez a acalmasse. Está de férias faz tempo e não tem andado feliz, faz tempo também. Trouxe-lhe um Corneto Soft de Avelã e sentámo-nos. A Vera continuava a tremer e estava visivelmente nervosa. Soltou o corneto das mãozinhas quentes e pequenas deixando-o aterrar no vestido branco. Fomos embora..
Dei-lhe um abraço apertado, não sufocante. Expliquei-lhe que não fazia mal e que estas coisas acontecem de vez em quando. E fui ficando com a camisa encharcada do seu abraço.
Então a minha Verinha explodiu. Gritou-me que era uma desastrada, que não podia fazer nada como os amigos, que estragava tudo aquilo em que mexia. Tinham tanto medo aqueles olhos.
Sorri-lhe, achei piada.
Não estava a rir-me dela, estava a rir-me com ela. No choro dela. Estava a rir naquele choro. Partilhámos a mesma alma durante 3 segundos.
E proferi finalmente: "Vera tu não podes ser diferente de mim. Está em ti.".
15.7.05
Os malfadados exames
Posso dizer que a partir de hoje e até Setembro (pelo menos), estou VERDADEIRAMENTE de férias. Esgotaram-se as remotas hipóteses de ter de ir à 2ª fase de exames!
Passei a tudo e agora, quer entre na 1ª, 2ª ou 3ª opção dos cursos que escolhi, não há nada que possa fazer para alterar o rumo das coisas.
Estou sem nada para fazer.
Nada.
Nada.
Nada.
Nadinha.
Mesmo nadinha.
MESMO NADA!
Passei a tudo e agora, quer entre na 1ª, 2ª ou 3ª opção dos cursos que escolhi, não há nada que possa fazer para alterar o rumo das coisas.
Estou sem nada para fazer.
Nada.
Nada.
Nada.
Nadinha.
Mesmo nadinha.
MESMO NADA!
6.7.05
Hoje!
Sei que não traz nada de novo a ninguém mas apetece-me escrever aqui que há já algumas semanas (quatro) que não me sentia tão leve e aliviada. Que o facto de o último exame até me ter corrido bem ainda me deixa mais despreocupada.
Estou de férias, finalmente.
Se acreditasse em auras e coisas do género, diria que a minha aura está branquíssima!
Vou aproveitar o estado de espírito e viver só por e para mim.
Volto um dia destes. Loura, de cabelo rapado, vegetariana, bronzeadíssima e tudo e tudo.
Bom Verão!
Estou de férias, finalmente.
Se acreditasse em auras e coisas do género, diria que a minha aura está branquíssima!
Vou aproveitar o estado de espírito e viver só por e para mim.
Volto um dia destes. Loura, de cabelo rapado, vegetariana, bronzeadíssima e tudo e tudo.
Bom Verão!
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